Aos que visitam este blog

Olá!
Tem tempo que não nos falamos, não?

O blog parece meio parado, jogado às traças, desatualizado. É concordo com vocês, ele não parece parado, ele está parado (risos). Mas talvez algo que vocês não saibam é que estou escrevendo para um novo endereço de blog. Acontece que eu esqueci de deixar um aviso no nosso querido Only Walking – Além da Imaginação.

 Entre Versos e Epifanias

Sim, é exatamente o endereço que descrevi no antigo post Renovação. No estilo de sempre, com poesias, músicas, textos e pensamentos, agora é lá que nos encontraremos e compartilharemos nossas epifanias. Para acessar basta clicar no link em destaque.

Desejo a vocês uma boa leitura,

~Luiz Felipe

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Comentários – São para Amar

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.”

Luis Vaz de Camões

Não há outra constante maior no universo que não a certeza da mudança. Alterações, variações, modificações, tudo altera-se com o tempo e passa a ser diferente um segundo após tornar-se real. A mudança é inerente aos objetos, às pessoas, às suas opiniões e também, por quê não, aos seus sentimentos.

Não se ama já como soía.

Se você para um pouco para analisar a sua própria vida poderá concordar comigo quando digo que as relações que você cultiva hoje possuem apenas vestigíos da que você tinha no passado, ainda que as pessoas e os sentimentos envolvidos sejam os mesmos. Concordaria também que seu modo de ver o mundo e a si mesmo sofreu modificações, mesmo que diminutas.

“Desconstrua e reconstrua. Repita o processo indefinidamente.”

Contrário à crença de muitos, mudar não é ruim. É natural, necessário e também uma decisão sábia. A aptidão para variar sempre que se é necessário permite-nos viver melhor, corrigir o que é errado, repensar o que fazemos, criar novos métodos e opiniões para então desenvolver novos indivíduos, novas tecnologias, novos mundos.

São novidades que movimentam a vivência. Hoje estou de mudança para Lorena, logo mais passarei a morar em uma república e depender das minhas decisões.

E para mim, não há melhor decisão neste momento que estar aberto ao que está por vir.

Desejo-nos uma próspera mudança.

~Luiz Felipe

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São para amar

O que eu farei agora
Se minha sanidade colide
Com o meu desejo de amar?

Aquela promessa encerra
Tudo o que em mim reside,
Mas ainda sinto-lhe pelo ar.

Porção de um eu feliz
Sonhador e desregrado,
Esperançoso e amante.

Esperando ouvir. Me diz.
Alguém para ter cuidado.
Um sorriso que me encante.

Mas o triste fim impera.
Ouço sons de ruim palpite.
Não há como recomeçar?

E ouvir: Não mais me queira.
Mas duvidar por um instante.
Haverá como você voltar?

Rogo que esta imperatriz:
o triste fim encontrado,
Desapareça, a mim, perante

Perceba tudo que te fiz.
Eu só queria ser amado
Por teu carinho incessante.

26 de julho de 2010

Luiz Felipe Urias dos Santos

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Extraído – Uma Mulher Chamada Guitarra

Por Vinícius de Moraes

UM DIA, casualmente, eu disse a um amigo que a guitarra, ou violão, era “a música em forma de mulher”. A frase o encantou e ele a andou espalhando como se ela constituísse o que os franceses chamam um mot d’esprit. Pesa-me ponderar que ela não quer ser nada disso; é, melhor, a pura verdade dos fatos.

O violão é não só a música (com todas as suas possibilidades orquestrais latentes) em forma de mulher, como, de todos os instrumentos musicais que se inspiram na forma feminina — viola, violino, bandolim, violoncelo, contrabaixo — o único que representa a mulher ideal: nem grande, nem pequena; de pescoço alongado, ombros redondos e suaves, cintura fina e ancas plenas; cultivada, mas sem jactância; relutante em exibir-se, a não ser pela mão daquele a quem ama; atenta e obediente ao seu amado, mas sem perda de caráter e dignidade; e, na intimidade, terna, sábia e apaixonada. Há mulheres-violino, mulheres-violoncelo e até mulheres-contrabaixo.

Mas como recusam-se a estabelecer aquela íntima relação que o violão oferece; como negam-se a se deixar cantar, preferindo tornar-se objeto de solos ou partes orquestrais; como respondem mal ao contato dos dedos para se deixar vibrar, em benefício de agentes excitantes como arcos e palhetas, serão sempre preteridas, no final, pelas mulheres-violão, que um homem pode, sempre que quer, ter carinhosamente em seus braços e com ela passar horas de maravilhoso isolamento, sem necessidade, seja de tê-la em posições pouco cristãs, como acontece com os violoncelos, seja de estar obrigatoriamente de pé diante delas, como se dá com os contrabaixos.

Mesmo uma mulher-bandolim (vale dizer: um bandolim), se não encontrar um Jacob pela frente, está roubada. Sua voz é por demais estrídula para que se a suporte além de meia hora. E é nisso que a guitarra, ou violão (vale dizer: a mulher-violão), leva todas as vantagens. Nas mãos de um Segovia, de um Barrios, de um Sanz de la Mazza, de um Bonfá, de um Baden Powell, pode brilhar tão bem em sociedade quanto um violino nas mãos de um Oistrakh ou um violoncelo nas mãos de um Casals. Enquanto que aqueles instrumentos dificilmente poderão atingir a pungência ou a bossa peculiares que um violão pode ter, quer tocado canhestramente por um Jayme Ovalle ou um Manuel Bandeira, quer “passado na cara” por um João Gilberto ou mesmo o crioulo Zé-com-Fome, da Favela do Esqueleto.


Divino, delicioso instrumento que se casa tão bem com o amor e tudo o que, nos instantes mais belos da natureza, induz ao maravilhoso abandono! E não é à toa que um dos seus mais antigos ascendentes se chama viola d’amore, como a prenunciar o doce fenômeno de tantos corações diariamente feridos pelo melodioso acento de suas cordas… Até na maneira de ser tocado — contra o peito — lembra a mulher que se aninha nos braços do seu amado e, sem dizer-lhe nada, parece suplicar com beijos e carinhos que ele a tome toda, faça-a vibrar no mais fundo de si mesma, e a ame acima de tudo, pois do contrário ela não poderá ser nunca totalmente sua.

Ponha-se num céu alto uma Lua tranqüila. Pede ela um contrabaixo? Nunca! Um violoncelo? Talvez, mas só se por trás dele houvesse um Casals. Um bandolim? Nem por sombra! Um bandolim, com seus tremolos, lhe perturbaria o luminoso êxtase. E o que pede então (direis) uma Lua tranqüila num céu alto? E eu vos responderei; um violão. Pois dentre os instrumentos musicais criados pela mão do homem, só o violão é capaz de ouvir e de entender a Lua.

Vocabulário
1 mot d’esprit – dito espirituoso
2 jactância – arrogância, orgulho, vaidade
3 viola d’amore – viola de amor, antigo instrumento musical
4 Casals – Pablo Casals, famoso violoncelista do século passado
5 tremolos – repetições rápidas de uma ou duas notas musicais
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Adendo – Revolução das Cordas

“Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião.
O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração”

 

Olá, leitores!
Eu não podia deixar passar em branco a oportunidade de escrever este pequeno adendo para o texto Revolução das Cordas que apresentei para vocês anteriormente. Gostaria de apresentá-los esta três músicas mais do que brasileiras, que brincaram junto comigo nesta última produção. Muitos já devem conhecer, mas vale a pena relembrar.

Estas canções são sem dúvida, um recipiente de boas lembranças para mim. Costumávamos cantá-las durantes os encontros e almoços em família na casa da minha avó. Para a minha infância isto foi um caso excepcional, não importava o fato de ninguém saber dominar a voz direito, mas sim que estávamos juntos a cantar.

A próxima é sem dúvida uma ótima música para um dueto: Elis Regina em Andança.

Para ouvir a música na Rádio Uol é só clicar na imagem.

“Afinal, quais outras músicas trazem boas lembranças para você?”

Gostaria de compartilhar conosco? Escreva no comentário e acompanhe as opiniões de outros também. E para finalizar este post, em nome dos eventuais 84 anos que estaria completando Tom Jobim hoje caso ainda estivesse vivo, uma das mais conhecidas músicas da MPB. Apreciem!

Desejo a todos uma boa epifania!

~Luiz Felipe

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Texto – Revolução Das Cordas

Contrária a música,
A vida não tem compasso.
Ninguém dita o ritmo nem as notas do dia-a-dia.

Se o músico quiser tocar um acorde
Ele pouco pensa e já o faz
Porque seu instrumento está entregue em suas mãos.
Se o ator vivencial quiser criar um relacionamento
Ele tudo pode planejar
Porém a incerteza desta peça é tamanha
Que do melhor script poderia arruinar-se a essência.

Isto por que,
Enquanto as cordas vibram uniformemente
Onde a habilidade e conhecimento já geram o som desejado,
As pessoas são como chamas.
Seu calor atrai e, no frio, nos esquenta.
No entanto, se o vento bate, temos um fogo diferente
Que discorda do projeto e queima tudo o que se construiu.

Por isto hei de admirar
Quem elabora, a partir da vida, as melodias.
Pois este dedicou-se a ouvir as vibrações do intelecto,
As variações sonoras da índole, dos hábitos;
E criou uma ordem para a canção desordenada que é a vida.

E também admirarei
Quem gera, a partir da música, sua biografia.
Logo que este autor fez da sua “Andança” uma obra-prima,
Assim como superou cada “Roda Viva” feliz a cantar,
E criou uma vida para a partitura metódica que é a canção.

22/01/2011

Luiz Felipe Urias dos Santos

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Novo Ano, Blog Novo e Renovação

Então hoje digo-vos finalmente que o endereço do blog está para mudar.

Entre Versos e Epifanias

(versoseepifanias.wordpress.com)
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Renovação

Um auto de tempos gloriosos

Uma idéia surgiu e, como se fosse necessário romper barreiras, eu revirei os livros ali depositados. As velhas lembranças, a audácia e a ocasião trouxeram-nos de volta os Versos que nas prateleiras do antiquário repousavam.


Ao lê-los não houve outra emoção se não o êxtase de poder conceber Epifanias novamente. Estavam ali os textos e reflexões do pensar sem limite. O tesouro dos andarilhos poderia ser contemplado por outros olhares agora.

Decidido, eu levantei-me, olhei em volta, ao alcance da mão estava um papel, pena e pouca tinta. E em uma fração de segundo resolvi escrever aqueles versos em honra da nossa irmandade:

“Aos amigos e aos antepassados.

Aos que lutaram e aos que protegeram.

Aos princípios, ao caráter e à honra.

Com respeito e com bondade,

Dignarei-me a celebrá-los

Para que nunca em minha vida

Eu desista de quem em mim confiou.

E que cada folha em branco

Não represente a ausência de história,

Mas a oportunidade de escrever

A nossa própria experiência.”

Andarilho Anônimo

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Que enquanto houver versos, existam epifanias.

E para cada nova epifania, um novo verso em nossa história.

Que a honra e o respeito estejam sempre presentes, porém jamais limitando nossa imaginação, e que nossos princípios mantenham nosso caráter.

Que jamais guardemos por engano em nosso antiquário algo que deveríamos estar sempre carregando.


Desejamos a todos vocês um incrível recomeço.

~Guillermo e Luiz Felipe



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Frases Coletadas [2] – A Sapiência compartilhada

“Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência.”

Augusto Cury

“Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência”

Henry Ford

“O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo.”

Winston Churchill

“Não confunda jamais conhecimento com sabedoria. Um o ajuda a ganhar a vida; o outro a construir uma vida.”

Sandra Carey

“Jamais o sol vê a sombra.”

Leonardo da Vinci

“Não existe verdadeira inteligência sem bondade.”

Ludwig van Beethoven

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Sobre o Natal

O Natal…

É uma época sem igual do nosso calendário. Com a sua celebração acontecem reuniões de família e amigos para a ceia, troca de presentes, montagem da árvore de natal, do presépio e das luzes de nossas casas,  a lembrança do nascimento de Jesus Cristo. Ao mesmo tempo alguns aproveitam para beber até cair, chorar e confessar suas mágoas, repudiar esta como festa criada pelo Capitalismo, outros aproveitam para lucrar algum bom dinheiro do trabalhador que torra seu 13º salário antes do fim de ano.

Esta comemoração, afinal, agrada a todos. Até mesmo aos hatters, pois agora tem algo para reclamar e ficar se remoendo durante o dia 25.

A minha experiência desta data não costuma ser muito diferente das de outras pessoas. Organizamo-nos para preparar o jantar, cada um trazendo aquilo que lhe é possível trazer, saio a comprar os presentes para os mais novos, aqueles que na minha época ainda acreditavam em Papai Noel. Vou também a missa religiosa e, após isto, me delicio com pratos preparados pelos familiares.

O dia 25 de dezembro mexe comigo, tanto que resolvi escrever uma mensagem aqui no blog, mesmo que este não apresente um conteúdo de pensamentos e reflexões. É assim, fazemos por que fazemos. E talvez, quem sabe, alguém me dirá que este é o espírito do Natal, rs.

Agora satisfeito de estranhezas e espíritos natalinos, gostaria de desejar a vocês Boas Festas. Curtam ela do jeito que preferirem, o dia é especial não importando a forma que você se ocupe durante ele.

MENSAGEM DE NATAL

Nem uma vidinha
Nem um vidão
Simplesmente uma vida
Plena e intensa
Mas não tensa.

Com alguém para amar
Com um ombro para chorar
Com momentos para brindar
Com grana para gastar
Com amigos para compartilhar.

Simplesmente uma vida
De erros e acertos
Com alguns exageros
De muito entendimento
E pouco arrependimento.

Uma vida larga
Sem margem, cheia de aragem
Para quem embarca
Com a cara e a coragem
Nesta maravilhosa viagem.

São os meus votos para você.
Boas Festas!

Marília Bellizz (retirado d’aqui)

Desejo a vocês um Feliz Natal.

~Luiz Felipe

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Frases Coletadas [1] – Passos pequenos

 

“O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.”

William Shakespeare

“Só os mortos conhecem o fim da guerra.”

Platão

“Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso.”

Clarice Linspector

“Toda a poesia – e a canção é uma poesia ajudada – reflecte o que a alma não tem. Por isso a canção dos povos tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste.”

Fernando Pessoa

“Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”

Carlos Drummond de Andrade

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