Criai

Sentido à vida não se cria,
Torna-se parte da rotina.
Ao ver levantarem a lona,
Respirei e ela vem à tona.

Provoca, divide e exclui.
Torneia, retira e induz.
Se há sentido na vida,
Ela a minha dor reduz.

Por ser algo nebuloso
Talvez nela não pense.
Só deixo que ela mude
O sentido do pensa-mente.

Ela corre, brinca e pula,
Tira a ordem do lugar.
Faz careta e ri peralta,
Esperando-me a pegar.

Ele sabe que criei-a
Para manter-me são.
Caso queira, destruo-a.
O fim da Imaginação.

03/10/2010

Luiz Felipe Urias dos Santos

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Sobre Lipeh

Caminha, toca, pensa e repara. Aprecia o que é incomum e gosta de brincar com palavras, sons. Convida as pessoas a buscarem epifanias, usarem os sentidos como inspiração de vida e dormirem felizes caso não alcancem-nas. Valoriza a beleza diferente, o incerto, a família, os erros, o ser humano. O Ser Humano.
Esse post foi publicado em Poesias e marcado , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Criai

  1. Guil5566 disse:

    Nada como fugir para dentro de nós mesmos, e puxar para fora nossa imaginação.

    É basicamente a salvação da lavoura nos dias de chuva.

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