São para amar

O que eu farei agora
Se minha sanidade colide
Com o meu desejo de amar?

Aquela promessa encerra
Tudo o que em mim reside,
Mas ainda sinto-lhe pelo ar.

Porção de um eu feliz
Sonhador e desregrado,
Esperançoso e amante.

Esperando ouvir. Me diz.
Alguém para ter cuidado.
Um sorriso que me encante.

Mas o triste fim impera.
Ouço sons de ruim palpite.
Não há como recomeçar?

E ouvir: Não mais me queira.
Mas duvidar por um instante.
Haverá como você voltar?

Rogo que esta imperatriz:
o triste fim encontrado,
Desapareça, a mim, perante

Perceba tudo que te fiz.
Eu só queria ser amado
Por teu carinho incessante.

26 de julho de 2010

Luiz Felipe Urias dos Santos

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Sobre Lipeh

Caminha, toca, pensa e repara. Aprecia o que é incomum e gosta de brincar com palavras, sons. Convida as pessoas a buscarem epifanias, usarem os sentidos como inspiração de vida e dormirem felizes caso não alcancem-nas. Valoriza a beleza diferente, o incerto, a família, os erros, o ser humano. O Ser Humano.
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